futebol do interior

Curiosidades, dificuldades e os grandes times do futebol do interior

Via de regra, os clubes das capitais do país costumam ser os que mais se destacam no cenário nacional em comparação ao futebol do interior. São eles os grandes destinatários do dinheiro que circula no meio do futebol e, logicamente, chegam com mais força para ganhar todas as taças que disputam.

Porém, pelo bem do futebol e de seus mais ardorosos amantes, a fama de grandes campeonatos como o Brasileirão às vezes se espalha para times de dentro dos estados, propagando amplas – e legítimas – ondas de simpatia pelos carismáticos , times corajosos e talentosos, e levando a planos memoráveis ​​para ficar na cidade a história do futebol.

 

As dificuldades do futebol do interior

Comercial de Ribeirão Preto, União São João de Araras, Francana, Marília, Mirassol, Inter de Limeira, Rio Branco de Americana, Guarani, Paulista, XV de Jaú, e apesar dos dias de glória têm dificuldade em seguir em frente.

Eles simplesmente não fecham as portas por bravura porque se recusam a enrolar a bandeira e desaparecem totalmente do mapa e dos campos. A vida era dura para os clubes lá dentro, todos sem dinheiro, com gestão desorganizada e sem crédito em campo. A situação no serviço de campo é igualmente precária. Os talentos se foram, os grandes clubes do futebol do interior não bebem mais dessa água e faltam.

Em Araras, por exemplo, União São João tem o mesmo problema que o XV. A equipa, que revelou jogadores como o lateral-esquerdo Roberto Carlos, suspendeu as atividades para, quem sabe, regressar em 2016. Quem sabe! As dívidas chegaram a R $ 15 milhões e não param de aumentar.

O time não tem renda hoje, mas as contas ainda estão sendo pagas, afirma o vice-presidente do clube, Antonio Carlos Beloto. Ele trabalha no Dr. Hermínio Ometto com um punhado de funcionários para fazer a manutenção básica de algo que custa R $ 50 mil por mês.

 

Times do interior que fizeram história

São Caetano – futebol do interior de SP

O São Caetano do Sul entrou no mapa do futebol em 2000, quando o campeonato brasileiro cresceu e acabou se tornando polêmico por 116 clubes sob o nome de Copa João Havelange. O Azulão se beneficiou da confusão que surgiu depois que se soube que o atacante Sandro Hiroshi, então paulista, havia jogado com pouca frequência contra o Botafogo, em jogo que o paulista venceu por 6-1.

Rebaixamento para a Série B do campeonato brasileiro de 1999, Glorioso conquistou os três pontos do jogo no campo esportivo e empurrou Gama para a zona de rebaixamento, que então entrou em campo comum para reivindicar o direito de disputar a Série A.

Sob o comando do técnico Jair Picerni, medalhista de prata pelo Brasil nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984 e campeão brasileiro no sport em 1987, o São Caetano tinha um elenco repleto de jogadores desconhecidos, como o goleiro Silvio Luiz, o zagueiro Serginho (que morreu durante um jogo contra o São Paulo em 2004), o meio-campista Adãozinho e o atacante Adhemar.

Após eliminar clubes tradicionais como Fluminense, Palmeiras e Grêmio, Zulão classificou-se representando o futebol do interior para surpreender para a final contra o Vasco, que na época chama-se goleiro Hélton. contribuiu para a defesa de Júnior Baiano, os meio-campistas Juninho Paulista e Juninho Pernambucano e o atacante Romário.

A primeira mão da decisão no estádio Palestra Itália terminou 1. 1. A segunda mão foi interrompida no primeiro tempo porque parte da Cerca de São Januário cedeu, 160 feridos, e foi apenas Foi retomado no Maracanã em janeiro de 2001, quando o Vasco conquistou o título após três vitórias. a 1. O São Caetano repetiria o título de vice-campeão do Brasileiro de 2001, após perder na final para o Atlético-PR.

 

Bragantino – futebol do interior de SP

Recentemente rebaixado para a Série C do campeonato brasileiro, o Bragantino foi um dos clubes mais importantes do futebol do interior mas com representatividade nacional no final do século passado. Campeão paulista em 1990 sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, Massa Bruta deu continuidade ao bom trabalho no ano seguinte, quando Carlos Alberto Parreira, que anos depois se sagrou campeão mundial e comandou o Brasil na Copa de 1994, assumiu a seleção.

Com atletas como o lateral-direito Gil Baiano e o volante Mauro Silva – atual campeão da seleção nacional na conquista do quarto título – Parreira desenvolveu um conceito cujas principais características eram a solidez defensiva e bons resultados no contra-ataque.

Na primeira fase do Campeonato Brasileiro de 1991 a equipe de Bragança terminou em segundo lugar, empatou com o líder São Paulo e se classificou para as semifinais contra o Fluminense. No meio do Maracanã, o atacante Franklin garantiu a vitória dos visitantes com um gol aos 43 minutos do segundo tempo e mandou o ponto para a decisão.

Depois do jogo, o astro português Eusébio, que acompanhou o jogo no local, viu elogios a Bragantino e elogiou as conquistas dos atacantes Mazinho e Mauro Silva, que no final do ano receberiam o Prêmio Bola de Ouro , concedido pela revista Placar ao melhor jogador de cada temporada do futebol nacional.

Na primeira mão da final contra o São Paulo, que buscava o tricampeonato brasileiro sob o comando de Telê Santana e com nomes como o goleiro Zetti, o meia Raí e o atacante Müller, o Bragantino segurou a pressão do tricolor e foi derrotado do Morumbi, perdeu por 0: 1 (Gol do atacante Mário Tilico).

Na segunda mão, o empate sem gols em Bragança rendeu ao Paulista Tricolor o título. Em 1992 o Bragantino faria mais uma boa campanha e terminaria o campeonato brasileiro na quarta colocação.

 

Futebol interior Guarani – SP

Em 1978, ficou acertado entre a crítica esportiva que a Ponte Preta, vice-campeã paulista em 1977, era a principal equipe do futebol do interior em campinas.

Rivais, com nomes como o goleiro Carlos, o zagueiro Oscar e o meio-campista Dicá, o Bugre contratou o técnico Carlos Alberto Silva e resolveu contar com a equipe já formada, com os habilidosos Zenon e Renato no meio-campo e reforçados por jogadores de base como o atacante Careca, desconhecido no tempo e apenas 17 anos.

O início do campeonato brasileiro em 1978, polêmico por 74 clubes e com três fases classificatórias antes das quartas-de-final, foi devastador para o time alviverde: logo na estreia, derrota em casa contra o Vasco, 3: 1 .

O desempenho irregular, baseado em resultados diametralmente opostos, como a derrota por 5-1 para o Remo e a vitória por 7-0 para o Itabuna, foi o suficiente para manter os Guarani até a terceira fase da competição, quando a imprensa gaúcha avaliou os paulistas antes do duelo contra o Inter e classificou o Bugre como time de circo e risada, aludindo ao ataque do Careca, Capitão e Bozó.

A vitória por 3 a 0 no meio do Beira-Rio começou a provar a força desta equipe que venceria os quatro jogos das quartas e semifinais contra Sport e Vasco antes de tomar a decisão. Contra o Palmeiras, no Morumbi com cerca de 100.000 pessoas, os Bugrinos triunfaram no jogo de ida da final (1 a 0, gol do meia Zenon).

Na volta, em Campinas, no Golden Brinco da Princesa, Careca fez seu 13º gol no torneio e garantiu o título para o Guarani, que venceram novamente por 1 a 0 e se tornaram os primeiros e único time do interior a vencer o campeonato brasileiro. Bugre foi vice-campeão em 1986 e 1987 e o terceiro em 1982 e 1994.

 

Futebol interior Ponte Preta SP

Embora a Ponte Preta nunca tenha conquistado o título de Expressão, a Ponte Preta disputou com os clubes mais importantes de São Paulo entre as décadas de 1970 e 1980, conquistando quatro vice-campeonatos estaduais (1970, 1977, 1979 e 1981).

No Campeonato Brasileiro, a melhor participação da Macaca foi o terceiro lugar na edição de 1981, que os próprios Pontepretanos consideraram o ano de ouro por sua atuação no Paulista (vice-campeões mundiais) e na primeira liga nacional e no resultados expressivos em categorias de base como o título da Copa São Paulo de Juniores.

Com ídolos como o goleiro Carlos, o zagueiro Juninho Fonseca e o meia Marco Aurélio no elenco, o Macaca encerrou a primeira fase do clube brasileiro no Grupo A deste ano e eliminou na eliminatória Náutico e Vasco antes de enfrentar o Grêmio no semifinais.

Ponte perdeu por 3 a 2 no jogo de ida em Moisés Lucarelli, a Ponte venceu a partida por 1 a 0 no olimpico com mais de 98 mil torcedores, mas não de classificou para final por causa do time gaúcho teve a vantagem de um empate geral.

Vale lembrar que no futebol interior ponte preta e guarani formam a maior das rivalidades

 

Juventude – futebol do interior do RS

A volátil campanha juvenil do campeonato brasileiro de 2004 foi a melhor da história do clube de Caxias do Sul, que terminou como o time mais bem colocado da competição em um ano marcada pela queda do Grêmio à Série B.

Apesar de resultados expressivos como a derrota por 4 a 0 para o Paraná, o time do alviverde sofreu a segunda maior derrota desta edição: 7 a 1 para o Fluminense, no Maracanã, com direito a três gols do atacante Rodrigo Tiuí.

O Juventude terminou a sua participação em sétimo lugar, três pontos à frente do Internacional, oito.

 

Futebol do interior – times que fecharam as portas

Agora vamos ver 5 clubes que tiveram uma tradição no futebol de SP, mas hoje em dia estão de portas fechadas.

1-  Bandeirante

O Bandeirante Esporte Clube é uma equipe da cidade de Birigui no interior de São Paulo. É um dos clubes mais tradicionais do estado e antigos, um dos fatos curiosos é que o Bandeirante foi um dos poucos a jogar todas as divisões do Campeonato Paulista.

Principais títulos:

-Campeonato Paulista – Segunda Divisão: 1963 e 1986.

–  Copa Paulista de futebol (Na época chamada de Copa Coca-Cola de Futebol): 2001

O clube encerrou as atividades em 2015.

 

2 – União São João de Araras

O União São João Esporte Clube foi fundado em 14 de janeiro de 1981 na cidade de Araras, inicialmente com o nome de Sociedade Esportiva e Recreativa Usina São João. Suas cores são verdes e brancas, mas há relatos de jogos em que terno e gravata foram usados ​​para manter a papelada em dia.

Após cair para a segunda divisão do paulistao em 2013 e de uma terrível crise financeira, a equipe informou no início de 2015 que fecharia temporariamente seu departamento de futebol para quitar dívidas e remontar o clube provando o recente enfraquecimento do futebol do interior.

Fato curioso: Atualmente o União São João de araras é o único campeão brasileiro dessa lista.

Principais títulos:

– Brasileirão série B: 1996

– Brasileirão série C: 1988

– Paulistão A2: 1987

 

3 – Atlético Sorocaba

O Clube Atlético Sorocaba é um clube tradicional da cidade de Sorocaba, criado em 21 de fevereiro de 1991. Suas cores são o amarelo e o vermelho, inspirados na bandeira de Sorocaba. Em outubro de 2016, a equipe profissional concluiu as competições profissionais da FPF.

Principal título:

– Copa Paulista: 2008

 

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